Pólítica com tempero: o blog de curiosidades gastronômicas sobre acontecimentos sociais, políticos e culturais

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Apimentadas: Lista dos bailes de Obama

- Baile Inaugural da Juventude: para convidados entre 18 e 35 anos. Preço: $75. Local: Washington Hilton.

- Baile Inaugural dos Estados Natais de Obama: Para convidados de Illinóis ou Havaí. Preço: $150. Local: Walter E. Washington Convention Center.

- Baile Inaugural dos Estados Natais de Biden: Para convidados de Delaware ou Pensilvânia. Preço: $150. Local: Walter E. Washington Convention Center.

- Baile Inaugural da Costa Leste: Para convidados da Costa Leste, Porto Rico ou Ilhas Virgens. Preço: $150. Local: Union Station.

- Baile Inaugural da Costa Oeste: Para convidados da Costa Oeste ou Samoa. Preço: $150. Local: Walter E. Washington Convention Center.

- Baile Inaugural do Meio Atlântico - Para convidados de Nova Iorque a West Virgínia. Preço: $150. Local: Walter E. Washington Convention Center.

- Baile Inaugural do Meio Oeste - Para convidados de Kansas, Dakota do Norte e Missouri. Preço: $150. Local: Walter E. Washington Convention Center.

- Baile Inaugural do Sul – Para convidados dos estados do Sul. Preço: $150. Local: National Guard Armory.

- Baile Inaugural da Vizinhança – Para moradores de Washington, D.C., convidados. Gratuito. Local: Walter E. Washington Convention Center.

- Baile Inaugural do Presidente – Para convidados, autoridades e militares. Gratuiro. Local: National Building Museum.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Aloha! Obama gosta de PF

“You can’t really understand Barack until you understand Hawaii”, Michelle Obama

Sai o Texas e entra o Havaí. É incrível como informações simples podem esclarecer, e muito, fatos aparentemente complexos. De um lado, caçadas, calor desértico, cawboys, John Wayne, petrolíferas e muitos veteranos da guerra do Vietnã. De outro, praia, sol, mar, cenários paradisíacos, luaus, camisas floridas, Jack Johnson, surfe e turismo. De um lado, Bush e a guerra. De outro, Obama e a esperança.

Enquanto o Havaí é um dos estados mais multiculturais dos Estados Unidos, formado por europeus, polinésios, invadido por japoneses, o Texas é economicamente bastante desigual: com algumas das famílias mais abastadas do mundo, dividindo o terreno com mexicanos que cruzam a fronteira para lavar o chão da América. Interessantíssimo!

Gastronomicamente falando, as diferenças também são visíveis e bastante representativas. Os texanos possuem uma fascinação histórica por pratos com milho. Também são apaixonados pelo tradicional churrasco ao melhor estilo norte-americano, com molhos adocicados e carnes que parecem exóticas aos nossos olhos. Desta forma, a influência mexicana é uma das melhores notícias gastronômicas. O que faz com que essa seja a culinária preferida de Bush. Em pelo menos um ponto, tenho que admitir: ele é esperto.

Já os conterrâneos de Obama inventaram o tradicional prato de almoço havaiano (Hawaiian Plate Lunch), uma espécie de PF local, formado por duas conchas de arroz branco, salada de macarrão com maionese e uma porção de proteína. Aliás, esse último item fica a gosto do freguês: porco ao estilo chinês, carne coreana, salmão japonês, salsichão português, steak americano ou, até mesmo, um ovo frito. Acreditem ou não, o saudável presidente não deixa de comer essa iguaria quando visita a ilha.

As origens do prato: em idos de 1880, um fluxo migratório levou trabalhadores da China, Coréia, Japão, Portugal e Filipinas para o Havaí. Eles atuavam nas plantações de frutas e açúcar, em condições precárias e, na hora do almoço, comiam arroz com qualquer carne que tivesse sobrado no jantar do dia anterior. Qualquer semelhança com o seu almoço é mera coincidência.
Um homem que come um PF no Havaí, certamente, é uma promessa para um mundo como o nosso!

O New York Times desta segunda-feira (19 de janeiro) percebeu o quanto a calma havaiana de Obama pode ser um trunfo para os tempos difíceis. O próprio presidente diz precisar do descanso local. Caso contrário: “você perde a noção das coisas”, diz ele. Segundo o artigo de Roger Cohen, o presidente eleito restaura o “mito americano da possibilidade”. Ou seja, a ideia de que a America é “home of the brave” ou “a land of opportunities”. A terra em que um afro-descendente do Havaí pode ser presidente é um lugar que, certamente, supera qualquer crise.

Vamos ver se vai acabar em pizza, que, aliás, é outro dos pratos prediletos no novo presidente.

* Um pouquinho de coentro: Ontem, assistindo Manhattan Connection, vi o Diogo Mainardi dizer que a melhor coisa do Obama é que ele não é o Bush, concordo. Mas acho que há mais coisas boas.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Apimentadas

- Alguém, por favor, consegue me explicar o que Lula e Bush têm em comum? A imprensa não para de noticiar a incrível ligação de adeus que o nosso excelentíssimo presidente recebeu do ex norte-americano hoje. O que realmente me espanta é falarem que os dois possuem semelhanças e que, por sua trajetória, o nosso presidente estaria muito mais perto de Bush que de Obama. Alguns fatos realmente me assombram. Certas coisas pegam mal! Ainda mais para um líder popular como Lula, seria melhor ser amigo do Fidel ou do Hugo Chávez para tentar, pelo menos, ter certa coerência à política e à própria biografia. Fico imaginando como seria o ex-presidente norte-americano pescando em terras brasileiras com seu companheiro de São Bernardo. Medo, pânico, aflição!

- Quando o ex-governador Geraldo Alckmin não foi nem para o segundo turno das eleições para prefeito, muita gente especulava como seria o futuro dele. José Simão chegou a dizer que a Dona Lu teria de distribuir currículos do marido, então desempregado. Mas, realmente, não há nada que um bom networking não resolva. Ontem, Alckmin já ganhou o seu carguinho no Governo Serra, com direito a orçamento milionário.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Blogar ou não blogar

Todo pessoa que gosta de escrever deve ter um blog. Se você é formado em comunicação, então, é praticamente uma obrigação. Depois de ouvir perguntas exclamativas - como “por que você não tem um blog?” ou “você tem tantas ideias legais, por que não cria um blog?” – cá estou eu, inaugurando o “Política com tempero”.

Na verdade, não tinha um blog por timidez, porque, acreditem ou não, mantenho alguns diários – daqueles antigos, escritos à mão com papel e caneta - com muitos textos de diferentes épocas. Nunca me senti preparada para jogar meus textos na rede, mas acho que chegou a hora: atingi o amadurecimento profissional necessário.

Esse blog une uma paixão natural com uma obrigação que se transformou no ar que eu respiro diariamente: política e gastronomia, respectivamente. Pode parecer impossível, porém, estão intimamente relacionados. Não se faz política sem um bom jantar, um bom coquetel, um bom canapé e as bebidas mais requintadas.